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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

(Cine 308/Bicho Raro) Metropolis - Fritz Lang

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Metropolis – Alemanha, 1927. Dir.: Fritz Lang. Elenco: Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Rudolf Klein-Rogge, Fritz Rasp, Theodor Loos, Erwin Biswanger, Heinrich George, Brigitte Helm, Fritz Alberti, Grete Berger, Olly Boeheim, Max Dietze, Ellen Frey, Beatrice Garga, Heinrich Gotho.

O enredo é ambientado no século XXI, numa grande cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. Os seus colaboradores constituem a classe privilegiada, vivendo num jardim idílico, como Freder, único herdeiro do dirigente de Metropolis.

Os trabalhadores, ao contrário, são escravizados pelas máquinas, e condenados a viver e trabalhar em galerias no subsolo. Num meio de miséria entre os operários, uma jovem, Maria, destaca-se, exortando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos através de um escolhido que virá para os representar.

Através de cenas de forte expressão visual, com recursos de efeitos especiais, alguns se tornaram clássicos, como a panorâmica da cidade com os seus veículos voadores e passagens suspensas. Alusões bíblicas, mistério, ação e romance, completam o leque que envolve o público e o mantém em suspense até ao final.
Fonte: Wikipedia

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

João do Rio, 45 - Mouzar Benedito

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Exemplar de João do Rio, 45 disponível aqui na biblioteca
Por Sheila Jacob

O livro João do Rio, 45, de Mouzar Benedito, aborda os anos da Ditadura Militar no Brasil. O foco é o dia-a-dia de uma casa no bairro Vila Madalena, de São Paulo, onde mora um grupo de jovens e a tia Hilda, parente de um deles, personagem que sempre esquece as chaves de casa e protagoniza uma série de cenas engraçadas. O grupo é composto em sua maioria por jornalistas.


As histórias vão sendo narradas pela própria casa, situada na rua João do Rio, 45 a que o título do livro faz referência. Além das festas, neste endereço são organizadas também muitas reuniões e discussões políticas, assim como no Bar da Terra, local que servia como ponto de encontro entre jornalistas, militantes de esquerda e simpatizantes.

Valadares, repórter do jornal de esquerda Em Tempo, é um dos personagens centrais da história. Ele escolheu a profissão de jornalismo para lutar contra a Ditadura Militar. Faz matérias com os prisioneiros políticos do Rio e São Paulo, e acompanha e participa da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Misturando ficção e realidade, são apresentados os causos que Valadares costumava contar nas reuniões em sua casa, que iam até tarde, e também acontecimentos que marcaram a história do nosso país. Dentre estes, a manchete da Folha de S.Paulo “Vírus Gay já apavora São Paulo”; jornais de esquerda como Pasquim, Movimento e o próprio Em Tempo; a invasão de tropas do Exército ao Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) em 17 de dezembro de 1968, quatro dias após o AI-5; reivindicações pela Anistia, como a greve de fome que durou quase 40 dias; entre outros fatos históricos. Há também a presença de um jornalista cubano do Granma; referências à música Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, de Geraldo Vandré; e ao pelego Joaquim dos Santos Andrade, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Joaquinzão, como era conhecido, era homem de confiança da Ditadura Militar infiltrado no movimento sindical.

Com o desenrolar da história, diminuem as gargalhadas, as reuniões até tarde, as festas na Vila Madalena e as conversas - como uma maneira de mostrar a desilusão do autor com os rumos que o Brasil tomou. Com essas referências, o autor Mouzar Benedito mostra certa decepção com os novos tempos do país e com alguns dos antigos revolucionários, que pegavam em armas e, anos depois, passaram a reproduzir as práticas que condenavam.

“O mundo - e o Brasil dentro dele - foi ficando careta, chato, individualista (isso é o que acho pior), sem perspectivas de mudanças revolucionárias... O próprio fim do livro, que não vou dizer aqui qual é, representa o fim de uma era”, disse o autor Mouzar Benedito, em entrevista ao Boletim NPC.
 
Fonte: NPC

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cartas de amor a Lilja Brik - Vladimir Majakovskij



Publicado em 1973 pela editora Hemus o livro reúne cartas enviadas por Vladimir Maiakovski à sua amante, Lilya Brik, entre 1917 a 1930.


Com introdução de Giansiro Ferrata e tradução de João Amendola.

Maiakovski, filho de um guarda-florestal, nasceu na Geórgia em 1893. Em 1906, após a morte de seu pai, ele e a família mudam-se
para Moscou. É quando surge o seu interesse pela literatura marxista e que o faz tomar parte em atividades do Partido Social-Democrático Operário Russo, filiando-se posteriormente.  Foi preso três vezes sob a acusação de atividades subversivas, mas por ser menor de idade, livrou-se da pena de deportação. Em 1911, entrou na Escola de Belas Artes e ali, com outros artistas, deu início ao chamado movimento cubo-futurista russo. Em 1914, por causa de suas atividades políticas, Maiakovski acabou sendo expulso da Escola de Belas Artes. Após a Revolução Socialista, em 1917, o grupo futurista aderiu ao novo regime. Maiakóvski dedicou-se à propaganda pela consolidação do novo Estado. Escrevia e desenhava cartazes de campanhas sanitárias, publicidade de produtos etc. Em 1923, fundou a revista LEF, que pretendia reunir "a esquerda das artes". Ou seja, artistas de esquerda que desejavam ser revolucionários também no plano artístico. Mas, ao longo dos anos 1920, a inquietação do poeta começou a incomodar a crescente burocracia do novo regime. Envolvido em desilusões políticas e desapontamentos pessoais, Vladímir Maiakovski matou-se com um tiro em abril de 1930.
fonte: poesia.net




Cartas de Amor a Lilja Brik.
Exemplar disponível na biblioteca


Revirando a História de Guarulhos - Elói Pietá



Em Revirando a História de Guarulhos, seu autor, que foi prefeito de Guarulhos entre 2001 e 2008,  investiga a história da cidade sob a perspectiva dos setores populares  da sociedade. Aborda o perfil geográfico e demográfico do município, o processo de industrialização, a história da administração municipal entre os anos de 1920 a 1990 e a trajetória dos partidos de esquerda. O livro tem ainda a apresentação de Emir Sader.


Nas palavras de Pietá:

“Este livro dedica-se a mostrar como se formou a cidade de Guarulhos. Expõe seu processo de industrialização, a origem de seus habitantes, o enriquecimento de poucos e as duras condições de vida de centenas de milhares de pessoas. Analisa como algumas famílias privilegiadas sempre dominaram o poder local e dele tiraram proveito. Avalia a Prefeitura, a Câmara Municipal e mostra como funciona o mecanismo de acesso ao poder, de favorecimentos e de corrupção. Conta como se deu a criação e o desenvolvimento dos sindicatos, das inúmeras outras formas de organização popular e das organizações políticas geradas nesse meio. Ajuda a entender uma das grandes cidades do Brasil contemporâneo. Contribui, por isso, para um melhor conhecimento do país”.



Abaixo, excerto extraído do livro:

“O prefeito Oswaldo de Carlos elegeu-se facilmente por quatro motivos principais:
Primeiro: O PMDB capitalizava a insatisfação popular contra a ditadura militar e seu partido, PDS, bastante desgastado. Segundo: a administração local anterior saía com boa imagem. Terceiro: o candidato havia montado uma rede de cabos eleitorais espalhados em todos os bairros, empregados públicos liberados para fazer a sua campanha, ao mesmo tempo dirigentes de Sociedades Amigos de Bairro. Quarto: tinha recursos fáceis para uma campanha massiva; os cofres públicos, somados aos recursos de grandes imobiliárias, empreiteiras, empresas de ônibus e outros empresários, todos com interesses junto ao poder público.

Ele não tinha programa administrativo. A única mensagem era: “Somos PMDB e vamos dar continuidade à administração anterior”.

Com isso continuaria em vigor todo o plano executado na cidade nos anos precedentes, sem atacar nenhum problema pela raiz. Exceto numa nova conjuntura: os homens do PSDB sabiam, mas não diziam durante a campanha,  que as finanças públicas estavam quebradas; o município mergulhado em dívidas; e o país vivendo um período de crise econômica”.
Elói Pietá, Revirando a História de Guarulhos, 1992, pág. 59 e 60.

domingo, 18 de novembro de 2012

Oficina de livros em branco feito à mão


Devido ao desenvolvimento de equipamentos digitais de leitura como novos suportes de informação percebe-se um renovado interesse pelo livro enquanto objeto artesanal e artístico, e, portanto, terapêutico.

No dia 15 de dezembro de 2012, das 16h às 19h, faremos aqui no ateliê do Coletivo 308 uma oficina básica de livros em branco feitos a mão. A proposta da oficina é  a confecção de 3 modalidades de livro em branco, em ordem de complexidade: livro instantâneo, “chap book” e livro copta.
A ministrante da oficina, Lucia Sasaki, é bibliotecária de formação e aprendiz de: contadora de histórias, mediação de leitura, tradução inglês-português e encadernação artesanal e entende que uma das maneiras mais eficazes de continuar aprendendo é ensinando o pouco que sabe.


SERVIÇO
OFICINA DE LIVROS EM BRANCO FEITOS A MÃO
Dia: 15 de dezembro de 2012
Hora: 16h

Local: Espaço do Coletivo 308
Endereço: Rua Pascoalina Migliorini,
Telefone:2421 6982

6 vagas
Evento gratuito

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Era Assim Ponte Grande





Materia produzida pela Canal Guarulhos sobre o bairro da Ponte Grande veiculada no programa Canal Guarulhos. Imagens: Rafael Barbosa e Pedro Giovani. Edição: Guilherme Oliveira.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

À sombra das bibliotecas em flor: Roda de Leitura Neuromancer

À sombra das bibliotecas em flor: Roda de Leitura Neuromancer: Neuromancer, do escritor norteamericano William Gibson foi o romance distópico escolhido para fechar as Rodas de Leitura no Espaço ...