domingo, 23 de setembro de 2012
RODA DE LEITURA - Chuva Negra
Dia 1º de setembro passado, tivemos o prazer de receber mais uma edição do Projeto Roda de Leitura. Desta vez, o livro analisado foi Chuva Negra, romance de Masuji Ibuse, publicado originalmente em 1965. A obra revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral.
Veja mais no blog do Coletivo 308
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
RODA DE LEITURA 2012 - Neuromancer
Dia 29 de setembro Lucia Sasaki estará novamente na biblioteca para mediar a RODA DE LEITURA. Dessa vez o livro é Neuromancer, de William Gibson.
Escrito em 1984, Neuromancer é considerado um clássico da literatura de ficção científica e cyberpunk.
Sinópse:
Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais... Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o primeiro livro de William Gibson.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
RODA DE LEITURA 2012 - Chuva Negra
Dia 1º de setembro, às 15 horas, a Biblioteca Comunitária e Ateliê do Coletivo 308 receberá mais uma vez Lucia Sasaki
para a realização de mais uma RODA DE LEITURA 2012. Para esse encontro o livro que será debatido é Chuva Negra, romance de Masuji Ibuse de 1965. Lucia é bibliotecária, contadora de
histórias e realiza o projeto RODA DE LEITURA desde 2008, sendo que
atualmente ela faz dois encontros por mês, um na Biblioteca Comunitária da
Ponte Grande e outro dentro da Livraria Nobel, no Espaço Novo Mundo, Av.
Salgado Filho, 1453.
Para
participar é fundamental que os participantes compareçam com a leitura
individual já realizada para faciliar as discussões a respeito da obra
literária.
Autor: Masuji Ibuse
Editora: Estação Liberdade
Páginas: 325
Sinopse: ‘Chuva Negra’ (Kuroi Ame), é a principal obra do escritor Masuji Ibuse. Publicado originalmente em 1965, o romance revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral. Na trama, passados quase cinco anos da explosão, Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, ambos com os sintomas daqueles que foram expostos à radioatividade, tentam arranjar um casamento para a sobrinha Yasuko. O boato de que também ela estaria contaminada, porém, afasta os pretendentes. Para provar que os comentários são infundados, o tio decide transcrever o diário da sobrinha daquela época, além de seu próprio e o da esposa, mas os escritos provam que a jovem esteve sob a ‘chuva negra’ a caminho de Hiroshima. Suprimir ou não essa informação? E o que não estaria registrado a tinta pelo tio no novo manuscrito mudaria os rumos da história esboçada por aquela outra tinta que caiu do céu e se inscreveu no sangue de Yasuko? ‘Chuva Negra’ também se tornou um marco do cinema japonês. Foi adaptado para as telas pelo diretor Shohei Imamura (1926-2006), em 1989. Recebeu menção especial no Festival de Cannes em 1990.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Como não ser enganado nas eleições - Gilberto Dimenstein
João Luís de Almeida Machado é Doutor
em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário
e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte –
Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Precisamos aprender com urgência
“Ao votar,
a primeira recomendação é ter calma. Eleição é assunto sério, o voto é
um ato de cidadania importante e precisa ser muito bem pensado,
analisado. Além do mais, votar não é apenas escolher um candidato,
colocar o voto na urna e pronto, acabou. Quando você vota, escolhe
alguém que, se eleito, deverá representar todos os seus eleitores”.
(Herbert de Souza, o Betinho, no prefácio do livro “Como não ser
enganado nas eleições).
Há certas
histórias relacionadas aos períodos eleitorais no Brasil que parecem
apenas parte do anedotário nacional. Casos como aqueles dos eleitores
que trocavam botas por seus votos e que recebiam um dos pés desse
calçado antes do voto e o outro depois de consumada a sua escolha (em
prol do candidato que o havia corrompido), são muito mais do que simples
piadas, são questões muito sérias, que merecem um cuidadoso exame e
criteriosas formas de educar os eleitores para evitar que isso volte a
acontecer.
O jornalista
Gilberto Dimenstein teve a felicidade de pensar a respeito do tema e, há
alguns anos atrás, reuniu algumas personalidades de destaque da área
cultural para produzir um precioso livro destinado a estudantes. O
título desse livro não podia ser mais direto e objetivo, trata-se da
obra “Como não ser enganado nas eleições”, publicado pela Editora Ática,
com o apoio do grupo Folha Educação e da Associação de Escolas
Particulares.
Entre os
colaboradores dessa publicação estão jornalistas e articulistas como
Carlos Heitor Cony, Elio Gaspari e Boris Casoy, os sociólogos Bolívar
Lamounier e Herbert de Souza (o Betinho, já falecido) ou ainda o
publicitário Washington Olivetto, entre outros. Pelos nomes e pela
repercussão dos trabalhos e obras de cada um deles (inclusive do próprio
Dimenstein), dá para ter uma idéia da seriedade desse trabalho.
“Você sabe
que um candidato é mentiroso e tenta enganá-lo quando:- 1- Tem soluções
para todos os problemas e, pior, tentar provar que há recursos e que é
possível resolvê-los todos se for eleito; 2- Diz que vai realizar mais
obras e prestar mais serviços (aumentar mais as despesas) e, ao mesmo
tempo, afirma que vai reduzir os impostos, ou mesmo que não vai
aumentá-los; 3- Gasta mais tempo em criticar os adversários e as
propostas deles do que na defesa de suas próprias idéias”. (Ronald
Kuntz, especialista em Marketing Político, em artigo constante do livro
“Como não ser enganado nas eleições”; seu artigo tem 16 orientações
sobre políticos mentirosos e informações importantes para o eleitor
entender e analisar imagens e atitudes desses mesmos políticos).
Isso é inclusive
muito importante para que tenhamos sempre em mente que eleição é
assunto muito sério e que exige responsabilidade da parte de cada
eleitor ao depositar seu voto na urna (ou, atualizando, ao clicar
referendando o nome de um candidato ou de uma legenda política nas
modernas urnas eletrônicas).
Outro dado muito
importante refere-se ao fato do livro ter sido editado em 1994,
portanto há dez anos atrás e, apesar dos avanços percebidos na área,
continuar sendo um documento atualizado, que se presta a informar os
novos eleitores dos meandros e desvios existentes na política
brasileira.
Histórias como
aquela contada no início desse artigo, em que nos referíamos a uma
prática relacionada à República Velha, no tempo em que os Barões do Café
controlavam o país, dentro do ciclo do Café com Leite, continuam
ocorrendo. O pior de tudo é constatar que não são casos isolados e não
se restringem apenas a pequenos municípios, de regiões isoladas, onde os
índices de analfabetismo são altos. Também não estão limitados a
bairros periféricos das grandes cidades, onde o desemprego e os baixos
salários poderiam contribuir para que os eleitores se sentissem
compelidos a barganhar o seu voto em troca de favores materiais.
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| Sugestão de leitura da biblioteca Comunitária da Ponte Grande |
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sem Tesão Não Há Solução, de Roberto Freire
Best-seller que defende o fim do bloqueio que a sociedade impõe à
satisfação do prazer, reunindo três ensaios nos quais Roberto Freire
destila suas pesquisas e reflexões sobre Psicologia e Política. Segundo
Freire, Sem tesão não há solução influenciou a introdução do uso da
palavra tesão, com seu atual significado, no português falado no Brasil.
Usada apenas para descrever excitação sexual, após o lançamento e as
sucessivas edições do livro, a palavra deixou de ser chula e ganhou
todas as faixas etárias e camadas sociais, literatura, rádio e TV, foi
publicada em revistas e jornais. E sempre com o sentido que Freire lhe
deu: paixão por algo que desperte prazer, beleza e alegria.
fonte: http://www.somaterapia.com.br/
Sobre o catolicismo, a psicanálise e o tesão
"Na cultura ocidental contemporânea existem duas correntes de
pensamento trágico que nós, homens que optamos pela ludicidade de viver,
devemos denunciar e combater: o
Catolicismo e a Psicanálise. O Catolicismo centra sua ação catequética e
sua liturgia na perseguição, tortura, desespero e morte de Jesus Cristo,
impondo como simbologia principal o filho de Deus crucificado, assassinado.
Nada mais trágico, mais triste, menos belo. Porém, a atração e fascínio que
exerce, deve ocorrer por conta de uma forma de prazer sadomasoquista, próprio
da fé cristã. Inclusive, a beleza
mórbida e repugnante que alguns crucifixos podem possuir, não disfarça sua
função mórbida e cruel de fazer os fiéis sentirem, ao contemplá-los, dor, culpa
e remorso.
Nascida do pensamento de um homem genial, mas profundamente
pessimista, triste, amargo e ressentido, a
Psicanálise reflete as características da história da religião e da raça
judaica no mundo. Sigmund Freud era um homem que, segundo seu discípulo
Wilhelm Reich, permitia-se pouca convivência com o prazer, com a beleza e com a
alegria lúdicos da existência comum, o que provam suas obras principais.
Afirmar a existência, no homem, de um instinto de morte, é supor ser a morte um
mal, algo destrutivo e não simplesmente a ausência, o fim da vida. A sua
afirmação de que a morte é uma entidade equivalente à da vida, parece coisa
mais de sua formação religiosa que da científica, pois ela sujeita o homem aos
poderes políticos (via religião ou via ciência) para ser exorcizado do mal
inerente à sua natureza imperfeita. Isso os torna incompetentes e perigosos
para a vida social, sem proteção, tutela e controle permanentes. Enfim,
dependência, resultante da suposição de sua incapacidade natural para a
autonomia e a autodeterminação.
Vivendo em sistemas políticos autoritários, aos quais tanto
religião como ciência estão ligados, associados e dependentes, a visão trágica
da existência é um dos suportes ideológicos mais poderosos e úteis para a sua
manutenção. Assim, por exemplo, a análise infinita e inútil do complexo de
Édipo. Para mim, não passa de um exercício de poder, tentativa de sujeição ao
poder do pai, bem como ao do analista. Édipo, personagem da tragédia grega, que
arranca os próprios olhos como punição para aliviar o sentimento de culpa por
ter transado sexualmente com uma mulher que desconhecia ser sua mãe, mostra
claramente como Freud, ao adotá-lo para simbolizar o complexo por ele
descoberto, necessitava do sentimento trágico da existência para justificar a
crença de que a vida lúdica dos homens estará inexoravelmente sujeita ao
controle e punição por parte dos poderes autoritários e deuses antropomórficos,
criados e utilizados por seus representantes na Terra.
Estou querendo concluir que a religião judaica e a cristã, bem
como tudo aquilo que a elas está ligado, direta ou indiretamente, como a
Psicanálise, por exemplo, representam o antitesão. Porque essas coisas existem
apenas para combater e impedir o viver natural lúdico, e, sobretudo, o
relativismo existencial que chamamos de liberdade. O tesão, assim, tanto o de
fundo inconsciente (individual e coletivo na pessoa) quanto o consciente, é a
principal arma que dispomos para lutar contra todas as tentativas de nos imporem
as dependências, as limitações e as culpas que impedem as mutações existenciais
e culturais, que fazem do homem um ser revolucionário."
Roberto Freire
Roberto Freire
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Sem Tesão Não Há Solução
terça-feira, 26 de junho de 2012
Paulo Leminski
Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura
segunda-feira, 25 de junho de 2012
RODA DE LEITURA - O Senhor das Moscas
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Em julho, no dia 28, às 15 horas, o Ateliê do Coletivo 308, estará recebendo, mais uma vez, Lucia Sasaki,
para a realização de mais uma RODA DE LEITURA 2012. O livro escolhido para
esse encontro é outro clássico da literatura distópica: O Senhor das
Moscas, de William Golding. Lucia é bibliotecária, contadora de histórias e realiza o projeto RODA DE LEITURA desde 2008, sendo que, atualmente, ela faz dois encontros por mês, na Biblioteca Comunitária da Ponte Grande e dentro da Livraria Nobel, no Espaço Novo Mundo, Av. Salgado Filho, 1453.
Para participar é fundamental que os participantes compareçam com a leitura individual já realizada para faciliar as discussões a respeito da obra literária.
Leia abaixo a sinopse de O Senhor das Moscas.
da Folha de S.Paulo
Um avião lotado de crianças e adolescentes cai numa ilha deserta. Os jovens sobrevivem e, aos poucos, vão se reunindo num grande grupo. Em assembléia, os meninos designam um líder. Longe dos códigos que regulam a sociedade dos adultos, esses jovens terão de inventar uma nova civilização, alicerçada exclusivamente nos recursos naturais da ilha e em suas próprias fantasias.
Até aí este romance do inglês William Golding poderia ser lido como simples aventura infanto-juvenil, cheia de caçadas, banhos de mar e, ao final, a descoberta de um tesouro escondido por piratas. Mas não é o que ocorre. Apesar dos esforços iniciais de organizar uma sociedade auto-suficiente e equilibrada, o bando vai progressivamente cedendo à vida dos instintos, regredindo às pulsões de violência e de morte. A disputa pelo poder é um dos estopins da desordem. E o paraíso do "bom selvagem" acaba em carnificina.
Invertendo o clássico Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, em que um único indivíduo conseguia impor a civilização ao estado de natureza, Golding expressa neste romance sua descrença na bondade inata dos homens e em sua capacidade de criar um mundo melhor.
Lançado em 1954, menos de uma década após os campos de concentração nazistas e a bomba de Hiroshima, o livro carrega esse destino já no título: "Senhor das Moscas" é a tradução literal da palavra hebraica Ba'alzebul - em português, "Belzebu".
Um avião lotado de crianças e adolescentes cai numa ilha deserta. Os jovens sobrevivem e, aos poucos, vão se reunindo num grande grupo. Em assembléia, os meninos designam um líder. Longe dos códigos que regulam a sociedade dos adultos, esses jovens terão de inventar uma nova civilização, alicerçada exclusivamente nos recursos naturais da ilha e em suas próprias fantasias.
Até aí este romance do inglês William Golding poderia ser lido como simples aventura infanto-juvenil, cheia de caçadas, banhos de mar e, ao final, a descoberta de um tesouro escondido por piratas. Mas não é o que ocorre. Apesar dos esforços iniciais de organizar uma sociedade auto-suficiente e equilibrada, o bando vai progressivamente cedendo à vida dos instintos, regredindo às pulsões de violência e de morte. A disputa pelo poder é um dos estopins da desordem. E o paraíso do "bom selvagem" acaba em carnificina.
Invertendo o clássico Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, em que um único indivíduo conseguia impor a civilização ao estado de natureza, Golding expressa neste romance sua descrença na bondade inata dos homens e em sua capacidade de criar um mundo melhor.
Lançado em 1954, menos de uma década após os campos de concentração nazistas e a bomba de Hiroshima, o livro carrega esse destino já no título: "Senhor das Moscas" é a tradução literal da palavra hebraica Ba'alzebul - em português, "Belzebu".
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